segunda-feira, 20 de março de 2017

eterna ignorância

a cada dia que passa, a cada coisa que aprendo, me sinto mais ignorante.

domingo, 19 de março de 2017

eu não eu

O impossível é ser aquilo que não somos.

Não sei como mudar, crescer, evoluir, se não a passos de formiga. Errando diariamente.
Eu erro erros que não cabem a mim errar. Cometo crimes que não tenho controle e assim
perco aquilo que mais me importa.
Em minhas mãos carrego o sangue daquilo que mais amei e cultivei.
Construo diariamente planos para não ser mais eu, me adestro tanto que consigo em boa parte
para assim crescer  e ser alguém melhor.
Eu daria tudo pra ter o poder de não machucar os outros.
Sofro tanto em não gerar dor e assim mesmo torno esse pesadelo uma realidade cotidiana.
Eu surto por não conseguir dar o melhor em algo fará dos meus futuros anos, os que eu queria.
Eu já sofri muito.
Mas eu quis esse sofrimento. Agora, nem mais sofrendo pareço obter êxito em trazer sorrisos.

A história sempre há de se repetir. O demônio vive em mim. Não há solução.
Eu sou assim, ou parte de mim que não sou eu, é. E não há de haver felicidade plena àquele que tentar conviver com o eu não eu.

ropelle

sábado, 18 de março de 2017

é como sentir o pingo de chuva, chamá-lo de pingo de chuva e deixá-lo molhar sua mão enquanto você o observa

peço àqueles que estão lendo que ignorem as postagens anteriores assim como ignorarão essa daqui um tempo.

Eu voltei a ter paranoias.
Duvidei hoje sobre estar vivo, sobre estar vivendo. Cai em dúvidas profundas e desnecessárias acerca do viver, do amar, do sentir.
Raspei meus pés descalços sobre o asfalto de uma tarde chuvosa. Refletia ridícula e incessantemente sobre o que é aquilo molhado entre meus pés, e como - mesmo sabendo fisicamente - o que era a água ou a rigidez das pedras. Refletia sozinho como aquilo podia ser real e como aquilo era tão real que eu havia esquecido que existia.
Eu senti com os dedos a textura da porta do carro e prendi no toque sutil que não me levava a conclusão nenhuma, só me fazia sentir aquilo e rir. Achava engraçado como era ridículo o que eu fazia e de como eu pensava por quais lugares aquela peça passou até chegar ali, e eu só passar a mão nela, ignorando o caos que me rodeava.
Minto, o caos não me rodeava, afinal tudo acaba dando certo externamente. O caos está nessa cabeça idiota.
Eu voltei a ter paranoias.
Eu estou perdido. Duvido a cada dia da minha existência e brigo comigo enquanto grito que estou vivo. Eu não sei o que é viver, e venho trombando com pessoas que não concordam com o que um dia pensei ser viver.
Além de estar amadurecendo - talvez - tardiamente; ou ainda seja caso de nunca achar que amadureci o suficiente, como que sempre vou ter a aprender, e que assim não vou saber como é viver.
Eu não sei o que é amar. Coisas que acho que faço por amor talvez não sejam coisas de amar. Talvez as pessoas sejam tão diferentes que eu me assusto e amor não é amor.
Eu tenho medo de ficar só. Eu não sei o que é ficar só;  tenho amigos, família e namorada.
Eu entrei em paranoia por que todas essas - e outras - perguntas vieram com dilemas em um momento que eu duvido de tudo e com isso não chego e nada.

São paranoias e reflexões que não chegam em lugar algum, mas que eu insisto em tê-las.

Eu me perco. Sozinho. Comigo mesmo.
Algumas coisas devem ser mais simples, não?

ropelle

sábado, 15 de fevereiro de 2014

amor

amor.

Amor de amigo, de irmão.
Amor daquela pessoa que você nunca trocou uma palavra.
Amor de uma vida, de uma semana, de uma hora.
Amor de verão.
Poliamor.
Amor de mãe.
Amor de namorada.
Meio amor.
Amor de amigo mesclado com atração física.
Amor com sexo.
Amor com sexo, carinho.
Amor com sexo, carinho, amizade.
Amor.
Roma.
Amor pode ter qualquer forma, qualquer idioma, escrita, fala.
Amor não pode ser uma palavra como amor.
Amor pode ser qualquer amora.
Amor pode ser cereja.
Amor não é homem e mulher.
Amor não é mãe e filho.
Amor não é mulher e mulher.
Amor não é jovem, não é velho.
Só o amor é o amor e ainda assim, não sei se posso chamá-lo de amor.
Até amor de ponta cabeça ainda é amor.

Ropelle.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

reflexões cruas da madrugada

Sabe, eu as vezes penso "eu devia ser que nem ela, viveria melhor" mas dai penso logo em seguida se você sente realmente momentos de felicidade. Quem sou eu pra dizer o que é ou não, mas eu sei pelo estado que me encontro as vezes o quão feliz foi.
Dai penso que não, muitos acham que sentem, mas só estão preocupados com outras coisas da vida. E se tem uma coisa de que não vou me arrepender quando morrer é disso... Pq eu tenho certeza que alcanço os ápices dos momentos de felicidade. Não uma mentira pra ser mais um "feliz".

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

sobre omitir, mentir, despreocupar e amar

As vezes minto. Sou um mentiroso. Talvez isso seja da natureza humana.

Não quero mais ser tão hipócrita. Minto sim.
Me orgulho até dessas mentiras. Detesto gente que não entende o valor da mentira.
Usamos mentiras para dizer verdades impossíveis.

Usamos mentiras como usamos a verdade: para viver.

Omito coisas para não preocupar. Será tão errado isso? 

Veja, as vezes mentir é o certo. As vezes, omitir é o mais certo, o maior ato de bondade.
Muitas pessoas usam da mentira para inflar seu próprio ego, suprir sua ganância, enganar, roubar a verdade. Não deixe que essas pessoas te influenciem e te façam acreditar que a omissão ou mentira é algo ruim.



A mentira tem um bom uso. 


Para uma pessoa que faz o bem, acredita no amor e luta por um mundo melhor, a mentira não é ruim. Essa pessoa pode usar dela para fazer o bem. 
Assim como tudo depende do modo como é usado, não é diferente com a mentira.

Você omite um fato as vezes para o bem da pessoa, e para seu próprio bem, tendo em vista sempre que o que você está fazendo é pelo bem.
Muitas vezes, pessoas não entenderão o que você pensa e o por que faz, mas você, sabendo que é o certo, que te faz feliz sem maltratar NINGUÉM, sabe que não há problemas em fazer.
Quando não entendem seu ponto de vista e não há disponibilidade de diálogo(seja por épocas em que nasceram, criação que tiveram, ou influências negativas), omita, minta. Saiba que essa mentira não é ruim, é ela que te fará feliz, que não fará mal a ninguém. Acredito que isso seja uma vertente do bom senso.


Cabe a você ser uma pessoa boa. Saiba que a verdade em excesso, compartilhada entre pessoas completamente diferentes, torna-se pior que uma mentira composta de boas intenções.
E ser uma pessoa boa é fazer o certo. O que é certo nesse caso? Te enchem a cabeça de que mentir é errado. Pra mim, certo é aquilo que mais te aproxima da felicidade enquanto não se machuca ninguém, nem a si mesmo. Errado é fazer algo, dizer a verdade ou mentir, e machucar desnecessariamente, atrapalhar a sua vida ou a de outra.
É complicado, mas dá pra se levar uma vida calma com mentiras e verdades sensatas e ser uma boa pessoa.

Só seja feliz. Não faça mal aos outros.


Ropelle.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

luto

Esse ciclo sem fim que a vida nos dá me tira as noites que seriam bem dormidas.

Ando acordando tarde, dormindo com o nascer no sol. Na noite interminável, penso que não consigo dormir por alguma reação do meu corpo, uma aversão aos pesadelos.
Os dias que nascem não passam do movimento da terra. Nesse tempo entre sol e lua nenhuma história acontece. Nenhum fato gera orgulho.


Meu pior e melhor amigo é esse quarto. Mesmo lembrando dos outros amigos, não os quero.
Não se sintam ofendidos. Só não os quero.

Eu vejo onde o problema tá, mas também vejo que ele é parte do caminho que escolhi percorrer, abrir mão dessa dor incalculável seria abrir mão de todo o bem que cultivo.

Assimilo esses dias cinzas com um período de luto.
Só há uma coisa a me confortar, e essa coisa está morta, esperando para reviver.
É luto. É dor.


Mas as coisas melhorarão. Resistirei ao luto para o dia de amanhã brilhar mais forte.
Espero ajuda nesse período. Mas não a de vocês, desculpe, a de vocês é inútil mesmo que bela.
Só resistir, ou ver tudo cair mais uma vez. Mas não estou só nessa, você há de me ajudar. Por amor. Por amor.


Ropelle.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

talvez fosse drama, mas nao liguei, nao avisei, lamento pelos que ficam e continuam a sofrer

domingo, 1 de dezembro de 2013

não sei

Não sei o que é, arrisco em dizer, mas em dias pareço sentir algo. Acho que é orgulho dos meus trabalhos.

Ropelle.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O que lhe vale mais: machismo ou filho?

Fico indignado com a inversão de valores e principalmente com a desvalorização de um sentimento tão lindo como o amor familiar.
Não sei se é machismo, se é uma forma de ditadura, se é simplesmente falta de compreensão para com o próximo. O que mais fode é quando o próximo é seu filho, quando aquele que você gerou e criou agora é colocado contra uma humilhação que não deveria existir apenas por ele ter criado um senso crítico diferente do seu; por ter seguido uma crença que não fosse a sua.
Com isso a gente cai no ponto da vergonha.
Eu tenho vergonha de não dar bom dia pro cara da limpeza as vezes por medo de perder tempo. Tenho vergonha de ver alguém não levantar pro velhinho sentar no busão enquanto eu to com mochila e sacolas de pé.  Tenho vergonha de beber pra caralho numa festa e fazer bosta, falar bosta, não ter controle de mim mesmo. Eu tenho vergonhas muito diferentes dos outros por que somos todos diferentes.
Do que você tem vergonha? Mas principalmente, POR QUE você tem vergonha?
Essa vergonha depende de você ou do outro que você? 
E assim volto no assunto da humilhação ditatorial de uma pai que não aceita as escolhas de um filho por não condizerem com as dele.
SOMOS HUMANAMENTE DIFERENTES.
Acho que me revolto por que sempre tive apoio dos meus pais com tudo. Me ensinaram desde pequeno a questionar antes de falar que era ou não errado. Por isso eu confio neles. Por isso nunca deixei de contar-lhes nada.
Agora, você privar algo importante para seu filho por um conservadorismo seu, não fará ele deixar de querer aquilo, e sim mentir pra você. 
Mas né, é mais fácil colocar na cabecinha da criança o que é certo e errado e depois punir, ao invés de conversar, tentar entender, aprender.


Ropelle.