João era um cara um tanto quanto diferente. Ter crescido com pessoas estranhas e com a ambição de ser alguém que fizesse a diferença, sempre se mostrou exótico.
Seus gostos batiam com o de várias outras pessoas, mas sua pressa por viver cada fase da sua vida intensamente começou cedo. Logo na infância, João queria ficar horas com seus bonecos, o medo de perdê-los quando crescesse era sua maior preocupação.
João apanhou muito. Os tapas que levava da realidade começou em sua adolescência.
Pobre João, cresceu rápido demais.
Ele não entendia como a vida funcionava. Inquieto, passou a buscar respostas, se envolver com outras pessoas, conviver com todo tipo de gente. João se decepcionou muito, afinal, sua busca por pessoas com
boas atitudes foi praticamente em vão.
Quando João conheceu Júlia já havia esquecido Carla. Carla foi a vida de João por um bom tempo; com ela ele aprendeu muito mais do que qualquer livro lhe ensinaria.
Júlia era uma menina linda, mas João não pertencia a realidade dela. Ainda a procura de respostas, João seguiu seus instintos e quando percebeu, amava Júlia.
"Que dia perfeito" dizia João.
Quando menos esperava, João recebeu outro tapa. Dessa vez não do destino, mas de Júlia. Um tapa tão forte que João não iria se esquecer.
Hoje, eu ajudo João a esconder o roxo em seu rosto. A disfarçar até que sare.
João ainda não entende as pessoas.
João já não vai mais atras de respostas.
João envelhece três dias em um desde os seus 12 anos.
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