Estou doente.
Isso dói, meu corpo lateja, reclama, meu corpo vicia na dor.
O dia que passa é só de busca por medicação.
Não há remédio.
Aos sábados, supro-me de analgésicos.
De segunda à sexta, sofro calado.
As vezes solto um grito baixo de dor.
As vezes os gritos se tornam versos longos, gritos que clamam por outro vício:
os analgésicos.
Eu quero isso, esse tumor que vem crescendo em meu átrio é o que preciso.
Preciso aprender a viver com esse câncer, ele que faz a vida girar.
Faz a vida ser viva.
Ropelle.
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