Querido Bom senso,
há um tempo venho querendo te escrever, desculpa minha falta de jeito, não sabia qual seria a melhor hora pra te escrever.
Como você está?
Você sabe que essa pergunta foi só por educação, afinal, você não larga do meu pé.
Bem, é sobre isso e sobre outro assunto que quero falar com você. Eu gosto tanto de ti... nunca soube me expressar mas espero que entenda! Voltando ao assunto, eu te amo, sempre te amei, sempre fiz de tudo pra te ter por perto, só que de um tempo pra cá não estou aguentando mais sua presença.
Dói. Dói muito. E sei que toda essa dor que estou sentindo é por que você está ali, me segurando, colocando palavras em minha boca, me fazendo ter atitudes sãs em situações muito desagradáveis, mas que me fazem ficar triste.
Eu não sei se aguento isso por mais tempo, bom senso.
Sabe, as vezes penso que você faz isso por me amar também, afinal, olha a pessoa boa que você me transformou!
Mas tudo tem seu preço né? E essa mudança me machuca demais, não é drama, eu realmente andei tendo dias em que as opções se resumiam em desistir. Eu quero falar aleatoriedades, gritar sentimentos, explicitar o erro de algumas pessoas do mesmo modo que comedi, socar a cara de outras...
Tendo essa parte esclarecida, queria te pedir uma coisa: um tempo.
Acho que precisamos de um tempo, estou convicto que já aprendi tanta coisa com você e no fundo precisamos conhecer novas pessoas; dessa vez já não falo tanto por mim, mas por você. Tem tanta gente que precisa te conhecer, tanta gente que não faz ideia da dor fundamental que você tem a proporcionar.
Você precisa parar de me procurar, eu te apresento algumas pessoas se preferir...
Por favor, não sabia a quem mais pedir ajuda. SÓ você pode melhorar a vida de outras pessoas, e então a minha.
Obrigado por tudo,
Tato.
Ropelle.
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