domingo, 12 de agosto de 2012

A Peça

 

Perdido. Não sei o que está acontecendo, tantas histórias me foram contadas nesses últimos tempos…

Tantas nas quais me coloquei de protagonista e aos poucos fui me tirando de cena, até não passar de um mero espectador.

As respostas estão no fim, no tempo que levará pra algumas peças fecharem as cortinas… Mas preferi, enquanto estas não terminam, construir meu próprio espetáculo solo.
Culpo-me ao saber que para esse espetáculo não preciso de atores, só um basta! Nessa nova peça só existe eu(de vez em quando alguns elementos de cena aparecem, mas só pra alegrar um pouco o rítimo desse show).

 

Pt II.

Luzes, luzes, luzes.

Tudo se torna breu.

Cegos enxergam melhor que quem está na platéia.

Um silêncio incômodo alcança todos os ouvidos de quem ali estava a observar.

Eles, os espectadores, continuam a achar que entendem a peça.

As luzes voltam, outro ato é posto em prática.

O ato desmente o anterior.

Ninguém entende.

As luzes tornam a cegar a plateia outra vez.

 

O único ator tira a cada ato suas máscaras e, ao fazer isso, mostra que não é culpado pelo o que os outros veem. Mostra todas suas faces e esconde algumas, provando que o mais sincero ator, não deixa de ser ator. Mostra que ele não sente o peso da culpa, não sente o medo da rejeição, sente apenas o gosto do prazer, um pouco da diversão e nem um pouco de dor.

O ator conseguiu encontrar a felicidade dentro de si, não importando a máscara que use.

 


Ropelle.

Nenhum comentário:

Postar um comentário